ERRAR É HUMANO, PERSISTIR NO ERRO, BURRICE!

Todo mundo me falou: “Fischer, tens que passar mais forte os primeiros 50 da prova de 100 se você quiser mudar alguma coisa em relação a sua posição na classificação final”.

Meu técnico disse. Os técnicos do Minas disseram. Meus colegas concordaram…

E eu sabia disso. Estava ciente. Mas, continuei no meu erro e não tive a “gana” suficiente para mudar o prognóstico.

Passei 30″0 nas eliminatórias. Com 29″99 na semi. E então, na final, quando deveria passar com 29″3 (para arriscar nadar para 1’01), fiz a mesma “cacáca” e passei com 29″91. De nada adianta então voltar com gás para 32″5. O tempo de 1’02″4 não me levaria a lugar nenhum.

Fui burro? Fui. Errei a estratégia? Com certeza. Mas espero que com esse erro eu possa aprender, e da próxima vez, passar um pouco mais firme, arriscando um pouco mais e tentando cravar o tempo que eu esperava.

Claro que antes, uma passagem de 29″1 era natural com os trajes. Não que eu não consiga mais fazer esse parcial, tenho certeza que consigo, mas agora sem os trajes preciso fazer um pouco mais de força do que antes.

Tudo bem, foi a 1a competição do ano, mas isso não pode ser desculpa, pois tive 3 chances para fazer certo e não fiz.

E como me disse um amigo meu aqui em Santos: “Fischer, passa forte, morrer tenho certeza que você não vai”! E ele provavelmente tem razão.

O problema de chegar aos 30 não é o peso da idade, mas o peso de eu achar que só porque tenho 30, não vou suportar a prova como eu costumava suportar antes.

Mas enfim, vamos em frente. Pegando Pan Pacífico, ou torneio no Canadá, terei um chance internacional de provar que posso nadar na casa de 1’01 novamente.

Já na prova de 50, creio que meu resultado de 28″50 não fio ruim. Na final amanhã, o pódim está aberto. Acredito que o França tem um grande vantagem sobre nós “outros”, mas as outras posições podem mudar “em um piscar de olhos”.

É isso…

UM ABRAÇO!

FISCHER.

About Eduardo Fischer

Eduardo Fischer é catarinense e natural de Joinville. Ex-Atleta Olímpico de natação da seleção brasileira e medalha de bronze no Mundial de Moscou, Fischer defendeu o país em dois Jogos Olímpicos (Sydney/2000 e Atenas/2004), 6 Campeonatos Mundiais e 1 Pan-Americano (Prata e Bronze). Bacharel em Direito e Advogado pela OAB/SC, Eduardo é especialista em Direito Empresarial pela PUC/PR e em Direito Tributário pela LFG/SP. Atualmente aposentado das piscinas, trabalha com Consultoria Tributária em um respeitado escritório de Advocacia (CMMR Advogados).

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