POIS É, O MUNDO CAIU!!!

E O PINHEIRO FOI SIM CAMPEÃO!!!

Sorry Coach… Foi mal, mas sou obrigado a dar aquela pegadinha no pé! hahahahaha…

Um coisa que me ensinaram desde pequeno: Nunca cante vitória antes do tempo!

E daí vem a máxima: “O jogo só acaba quando termina”.

É claro que o ECP dependeu de performances individuais incríveis, mas mesmo assim, a equipe se mobilizou por inteiro para a conquista desse título!

Eu sei que quando só um ganha, o jogo fica chato! As pessoas começam a torcer contra, pois aquilo que é sempre igual torna-se monótono, padroniza, desincentiva.

Vai chegar um momento em que o Pinheirão irá perder a competição, isso é óbvio! Ninguém ganha sempre! Basta relembrar nosso amigo “imbatível” Phelps. Até no caso dele eu já estava torcendo pelo alemão nos 200 livre, só para ter uma mudança, uma emoção distinta da qual estávamos acostumados.

Mas só vejo coisas positivas nessa disputa apertada.

O Minas sabe que não está longe de vencer. Isso irá incentivar o Clube de BH a continuar investindo na natação, o que é bom para o Brasil. Mesmo porque um só clube não dá conta de contratar todos os atletas do nosso país.

O ECP sabe que as coisas estão apertando, isso leva o clube Paulista também continuar investindo na natação, caso contrário, a derrota chegará muito logo.

A rivalidade de clubes, leva os atletas ao extremo, fazendo eles tirarem tempos da “cartola”, como os 53”24 do Guido ou os 22”82 de Nicholas.

Os nadadores, que por sua própria natureza, são bastante individualistas, passam a pensar um pouco mais no coletivo.

As torcidas se animam, e deixam a competição fora da água muito mais bonita.

Enfim, essa rivalidade é muito saudável!

Vale destacar o excelente trabalho feito pelos mineirinhos. Parabéns ao seu elenco, demonstraram muita raça e vontade de vencer.

Já na minha final, errei. Tentei passar mais forte que na eliminatória, mas “queimei” muito para fazer isso, custando muito caro no final da prova quando travei feio! Mesmo cansando menos na eliminatória, o tempo da final foi pior com um cansaço muito maior. Mas é isso, faz parte. Testar táticas agora, para em uma hora mais importante, não errar. O segredo é passar mais rápido, mas não gastando mais para isso. Nas classificatórias 1’00”79 com 29”2 de parcial, contra 1’00”84 com 28”8 de parcial nas finais. Só dá pra passar “rasgando” quando estou “sobrando” na competição, senão o melhor é passar mais moderado. Mas a vontade de vencer as vezes nos faz cometer pequenos erros que cobram caro ao final.

De qualquer forma, fico em parcial satisfeito com meus tempos. Mesmo porque eles me garantiram em uma Copa do Mundo no mês de Outubro em Durban na África do Sul.

Mas uma seleção brasileira para o meu currículo. Sempre muito bem vinda!

UM ABRAÇO!

FISCHER.

About Eduardo Fischer

Eduardo Fischer é catarinense e natural de Joinville. Ex-Atleta Olímpico de natação da seleção brasileira e medalha de bronze no Mundial de Moscou, Fischer defendeu o país em dois Jogos Olímpicos (Sydney/2000 e Atenas/2004), 6 Campeonatos Mundiais e 1 Pan-Americano (Prata e Bronze). Bacharel em Direito e Advogado pela OAB/SC, Eduardo é especialista em Direito Empresarial pela PUC/PR e em Direito Tributário pela LFG/SP. Atualmente aposentado das piscinas, trabalha com Consultoria Tributária em um respeitado escritório de Advocacia (CMMR Advogados).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *