O EFEITO PLACEBO!

Todo mundo já ouviu falar no “EFEITO PLACEBO”. E sabe explicar mais ou menos como ele funciona… Ou, pelo menos, possui uma vaga noção do que se trata.

Na internet podemos achar vários artigos que tratam desse efeito, que muitas vezes, estão ligado a medicina e a administração de drogas, indústria farmacológica e estudos randomicos “duplo-cegos”.

O conceito teórico é mais ou menos este:

“A palavra placebo deriva do latim, do verbo placere, que significa “agradar” e tem, isoladamente como definição, um tratamento inócuo, ou seja, é uma substância ou procedimento que não tem um poder inerente para produzir um efeito que é desejado ou esperado. O efeito placebo é quando se obtém um resultado positivo a partir da administração de um placebo (Benetton, 2002). Tal efeito é genuinamente psicológico ou fisiológico e é atribuído ao fato do recebimento de uma substância ou procedimento, mas que ocorre devido aos poderes inerentes destes (Williams, 2004). O placebo não se limita a medicamentos e pode aparecer em qualquer procedimento médico, tais como cirurgias e anestesias dentre outros (Benetton, 2002)”.

No jargão comum, o placebo não é nada mais nada menos que a administração de um remédio (droga) falso, mas com uma indução ao verdadeiro.

Um exemplo hipotético: Uma pessoa com uma tremenda dor de cabeça recebe um comprimido de farinha para tratamento dessa dor. Mas ele não sabe que é feito de farinha. Na verdade, lhe é dito que esse comprimido é um novo medicamento contra dores de cabeça testado extensivamente nas Universidades Americanas e que obtive resultados milagrosos, aliviando a dor de cabeça em questão de minutos.

Mesmo o comprimido não tendo função alguma, o simples fato de o “paciente” acreditar que aquele comprimido na verdade é muito bom, faz com que sua dor de cabeça desapareça! É um negócio muito “doido”mesmo, e já teve sua eficácia comprovada inúmeras vezes.

Ou seja, é o seu cérebro acreditando em uma “cura” e essa mesma acontecendo… Voltando aquele outro “post” que eu publiquei onde eu disse: “- Para conseguirmos alguma coisa, basta acreditar!”

Mas esse efeito placebo não se limita apenas a remédios, drogas, farmacologia e medicina. Na minha opinião, ele se estende para muitas outras áreas, incluindo o esporte!

E acho que essa nova onda de TRAJES HI-TECH, possui uma forte incidência do Efeito Placebo…

Creio que, depois de ver tantos resultados expressivos, recordes nacionais e mundiais, com a utilização de um certo traje, o atleta que veste esse traje, tem, como placebo, a certeza que essa roupa irá fazê-lo nadar mais rápido e mais facilmente…

Então amigos, não importa o traje que você usa, alguém já quebrou um recorde mundial usando essa traje que você comprou… (LZR, ARENA, JAKED, BLUSEVENTY, TYR, ETC..). Tenha fé que ele fará você nadar mais rápido, e isso já irá ajudar bastante no seu resultado final… ; )

Beleza?!

ABRAÇO!

FISCHER.


Será que os trajes são na verdade um PLACEBÃO?!?!

About Eduardo Fischer

Eduardo Fischer é catarinense e natural de Joinville. Ex-Atleta Olímpico de natação da seleção brasileira e medalha de bronze no Mundial de Moscou, Fischer defendeu o país em dois Jogos Olímpicos (Sydney/2000 e Atenas/2004), 6 Campeonatos Mundiais e 1 Pan-Americano (Prata e Bronze). Bacharel em Direito e Advogado pela OAB/SC, Eduardo é especialista em Direito Empresarial pela PUC/PR e em Direito Tributário pela LFG/SP. Atualmente aposentado das piscinas, trabalha com Consultoria Tributária em um respeitado escritório de Advocacia (CMMR Advogados).

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