ESPAÇO DO LEITOR…

Comentário com fundamento tem lugar garantido no meu blog!

Todo mundo sabe que eu não sou contra os trajes, acho que é a evolução natural do esporte. Acredito que, proibir o que valeu na competição mais importante do mundo (JOGOS OLÍMPICOS), é não só errado, mas também incoerente!

Sou detentor do recorde sul-americano em curta. Se amanhã alguém bater meu recorde usando um traje novo e melhor, paciência, faz parte do esporte. Não vou ficar bravo ou ofendido. Assim como tenho certeza que o Popov não está… 🙂

Bom, segue aí o comentário do leitor Rodrigo, que é interessante. Vale a pena ler…

ABRAÇO!

FISCHER.

Fischer, postei esse post no Blog do Coach e gostaria de compartilhar minha opinião com seus leitores:

Acho que toda essa polêmica se dá sobre os trajes porque a natação é um esporte que se mede a performance pelo tempo.

Nunca paramos pra pensar, por exemplo, quanto os novos tablados com amortecimento da ginástica olímpica ajudam nas acrobacias. Será que Dayane dos Santos daria seu “duplo twist carpado” num tablado de 1970? Federer sacaria a mais de 200km/h com uma raquete de madeira dos anos 80? Ysimbayeva saltaria seus 5,05m com a vara de aluminio usada em Los Angeles e que foi a grande evolução depois da vara de bambu!?

Já pensaram que nunca ninguém questionou o Ian Torphe? Ele nadava com um maiô de corpo inteiro enquanto ainda outros poucos nadadores iam de calça e a maioria ainda aparecia de sunga ou bermuda. Por que nunca ninguém cogitou em questionar o maio? Pq era Ian Torphe?

Na evolução da sunga, pra bermuda, depois pro Macaquinho, calça, fullskin, fast skin, fs2, speedo pro… em diante… nunca ninguém questionou a influência desses trajes nos resultados. Isso pq foi uma evolução lenta. Duvido se o LZR tivesse vindo com menos placas flutuantes e a evolução tivesse sido mais discreta, que hoje estaríamos vendo esse rebuliço. Os super trajes foram o JK da natação… 50 anos em 5! Nesse caso foram 10 anos em 1!

Acho que a FINA precisa encontrar uma fórmula de controlar a evolução, jamais ferar. Regras e procedimentos de controle mais exatos, fórmulas matemáticas, não apenas suposições, ou melhor, especulações. Também não acho que os trajes fizeram mal para natação, o que fez mal foi a insegurança da própria FINA perante suas decisões. Desde que os maiôs não evoluam para peças motorizadas ou com funções mecânicas, enquanto for evolução têxtil, eu acho bacana. Se em 2010 a FINA voltar atrás, os 29 anos do recorde do Djan nos 800 livre podem ser o novo parâmetro do tempo que se levará pra bater os recordes mundiais. Ótimo para o nosso esporte, não é?

Obrigado Rodrigo.

About Eduardo Fischer

Eduardo Fischer é catarinense e natural de Joinville. Ex-Atleta Olímpico de natação da seleção brasileira e medalha de bronze no Mundial de Moscou, Fischer defendeu o país em dois Jogos Olímpicos (Sydney/2000 e Atenas/2004), 6 Campeonatos Mundiais e 1 Pan-Americano (Prata e Bronze). Bacharel em Direito e Advogado pela OAB/SC, Eduardo é especialista em Direito Empresarial pela PUC/PR e em Direito Tributário pela LFG/SP. Atualmente aposentado das piscinas, trabalha com Consultoria Tributária em um respeitado escritório de Advocacia (CMMR Advogados).

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