DEMOCRACIA OU DITADURA?!?!

Quero falar sobre os 22 anos de poder de Coaracy Nunes na CBDA. Ele entrou em 1988, e hoje, ganhou mais uma eleição até 2012.

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Fonte: www.cbda.org.br:

Coaracy Nunes Filho é reeleito por aclamação

Rio de Janeiro / RJ – A Assembléia Geral Ordinária Eletiva da CBDA terminou nesta terça-feira, 3/03, com as apresentações dos cinco esportes aquáticos – natação, maratonas aquáticas, pólo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais – para o próximo ciclo olímpico de 2009 a 2012 e a reeleição do presidente da CBDA, Coaracy Nunes Filho, por mais quatro anos por aclamação das 27 federações filiadas.

Todas as 27 federações no Brasil inteiro acham que não precisamos de mudança na CBDA? Ou melhor, todos os 27 presidentes de federações, pois quem vota é o presidente da federação, e não uma junta diretora.

Será que não existe represália aquele presidente que por ventura achar que uma mudança seria saudável?!

Bom, a verdade é que isso me incomoda. Não é porque é o Coaracy. Não é nada pessoal. O problema é que eu sempre aprendi em casa que ditadura é uma coisa nada saudável. Meu pai viveu em tempos de ditadura militar, em 64, e suas experiências me transformaram em uma pessoa receosa quanto ao poder na mão de poucos durante muito tempo.

Coaracy, que está à frente da CBDA desde 1988, agradeceu a confiança dos presidentes das federações estaduais e falou sobre o seu tempo de permanência na entidade nacional:

– “A CBDA está entre as três entidades mais exitosas do país. Lideramos o número de medalhas nos últimos quatro Jogos Pan-Americanos e nos últimos Jogos Olímpicos”.

FISCHER: • Dúbio: O maior esporte olímpico do Brasil é o Judô, seguido do Iatismo e atletismo. Sendo este último, o maior em número de representantes.

“E tenho total consciência de que só chegamos tão longe por causa do ambiente de total confiança e apoio das federações. Nunca esteve nos meus planos permanecer tanto tempo a frente da CBDA e estou ciente das minhas responsabilidades”.

FISCHER: • Depois de 12 anos no poder, não pensou em ficar mais 12?! Duvido. Apoio das federações durante os 22 anos?! Mas os presidente das federações não mudam a cada 4 ou 8 anos?

“Graças a este tempo, pudemos fortalecer o Brasil internacionalmente e hoje a CBDA é uma entidade reconhecidamente forte em todas as principais entidades internacionais ligadas aos esportes aquáticos. Recentemente fui convidado pelo Dr. Júlio Maglione, que é candidato à presidência da FINA, para presidir também a UANA (União de Natação das Américas) no próximo período”.

FISCHER: • Reparei que o senhor Coaracy refere-se ao sucesso dos esportes: Natação, Maratonas, Saltos, Sincronizado e Polo, como CBDA. Ok, ele preside uma confederação de rege todos os 5, mas e o êxito dos atletas? Onde fica? A CBDA é tudo isso somente por causa do senhor Coaracy? E as medalhas do Borges, Xuxa, Cielo, da Ju Veloso, Poliana, Ana e tantos outros, não fazem parte do sucesso da CBDA?

Então a matéria continua e o senhor Ricardo de Moura nos engrandece com sua “impressionante estatística”:

– “Estou fazendo um estudo sobre o perfil dos atletas ganhadores de medalhas olímpicas e constatei que nenhum dos que subiram ao pódio em Pequim estava fora dos 150 primeiros do ranking no início do ciclo olímpico. O Cielo, por exemplo, quando começou o período passado estava em 62º lugar – explicou Ricardo de Moura, supervisor técnico da CBDA e membro do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional”.

• Puxa vida! Sério?! Pela madrugada, até eu, que parei nas semi-finais em Atenas estava entre os 150 do mundo. Aliás, entre os 50 do mundo. É óbvio que em 100% dos casos, um medalhista olímpico estará entre os 150 do mundo. Isso não é estatística nenhuma! É óbvio! Parece piada, não? Que estudo complexo é esse?! Pior, esse cara recebe MUITO BEM da CBDA para prestar esse “grande serviço”.

Depois a matéria tem prosseguimento com o engrandecimento das maratonas aquáticas, que, sem dúvida, merece atenção.

– “- As maratonas têm alto potencial no país. Tudo é favorável, o clima, a extensão da costa, a quantidade de atletas envolvidos, enfim, vários fatores fazem deste esporte uma promessa para o Brasil. Vamos para o Mundial de Roma (em julho) com possibilidades reais de medalhas”.

FISCHER: • Não é de hoje que as maratonas aquáticas vem superando expectativas, mas somente agora a CBDA quer investir? Depois de resultados expressivos? Lembro-me de umas dessas atletas de ponta das maratonas reclamando que a CBDA estava criando óbices para ceder-lhe algumas passagens aéreas para competições. Isso ainda no ano passado.

Quer dizer, mesmo tendo ajudado muito aos esportes aquáticos, será que não está na hora de mudança. Será que a CBDA está mesmo fazendo o melhor para os interesses dos atletas do Brasil?!

Enquanto isso, aguardamos…

UM ABRAÇO!

FISCHER.

E as denuncias que Cielo fez sobre a administração do senhor Coaracy?!
Foram esquecidas?! Precisamos, ao menos, questionarmos isso…

About Eduardo Fischer

Eduardo Fischer é catarinense e natural de Joinville. Ex-Atleta Olímpico de natação da seleção brasileira e medalha de bronze no Mundial de Moscou, Fischer defendeu o país em dois Jogos Olímpicos (Sydney/2000 e Atenas/2004), 6 Campeonatos Mundiais e 1 Pan-Americano (Prata e Bronze). Bacharel em Direito e Advogado pela OAB/SC, Eduardo é especialista em Direito Empresarial pela PUC/PR e em Direito Tributário pela LFG/SP. Atualmente aposentado das piscinas, trabalha com Consultoria Tributária em um respeitado escritório de Advocacia (CMMR Advogados).

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